Uma das mais importantes entidades LGBT do Brasil e do mundo, a Aliança Nacional LGBTI+ fez nota pública contra supersalários no serviço público.
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É trecho da nota: "É imperativo traçar paralelo com a realidade da classe trabalhadora. Enquanto a elite burocrática articula manobras para receber valores que podem superar R$ 100 mil mensais (...), o salário mínimo atual (R$ 1.518,00 em 2025) exige que um cidadão comum trabalhe mais de dois anos e meio ininterruptos apenas para alcançar o que certos ocupantes de cargos públicos recebem em um único mês".
O tema entrou em debate nacional após, na terça 3, o Congresso Nacional ter aprovado manobra que para que seus servidores ganhem mensalmente mais do que teto constitucional (R$ 46.366,19).
Pela norma, os servidores terão direito a um dia de folga a cada três trabalhados e poderão trocá-lo por remuneração sem nenhum limite. A regra pode fazer que o salário chegue a R$ 61.800.
A polêmica ampliou-se ao, na quinta 5, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino obrigar que todos os níveis da administração pública justifiquem, em até 60 dias, o pagamento de salários maiores do que o máximo determinado pela lei.
Os valores pagos são vitaminados pelos chamados penduricalhos, tais como auxílio-peru, gratificações e verbas indenizatórias.
A Aliança Nacional LGBTI+, presidida pelo ativista e educador Toni Reis, apoia que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, seja contrário oficialmente à proposta legislativa.
"A Aliança Nacional LGBTI+ defende o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto aprovado no Congresso Nacional, em votação simbólica, sem registro nominal, que pavimenta o caminho para a expansão desses ganhos exorbitantes.
O coletivo também dá suporte à atitude de Dino.
"A Aliança Nacional LGBTI+ manifesta irrestrito apoio à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, ao reafirmar o princípio elementar da democracia brasileira: a submissão de todos à Constituição e a inexistência de castas com privilégios incompatíveis com a lei."
Veja nota na íntegra abaixo: