Kennedy Rodrigues Campos, de 26 anos, esfaqueado em Patos de Minas (a 415 km de Belo Horizonte) foi vítima de homofobia.
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O delegado Luis Mauro Sampaio disse que, ao deter os suspeitos, eles contaram que receberam proposta de que iriam ganhar armas e drogas se "matassem um viado".
O grupo que teria feito a oferta ainda será investigado pela Polícia Civil.
"A vítima não seria necessariamente o Kennedy, ele foi escolhido porque supostamente devia um dinheiro relacionado a drogas. Ainda investigaremos isso. Na ocasião o jovem de 19 anos segurou Kennedy e o de 17 o esfaqueou", esclareceu o delegado ao G1.
Na noite do último dia 9, os suspeitos de 19 e 17 anos foram ao apartamento da vítima, por volta de 22h, consumir bebidas alcoólicas e drogas.
Segundo uma das versões feitas à polícia, no quarto, Kennedy teria tocado na bunda de um deles e feito insinuações de teor sexual.
O adolescente, então, pegou uma faca, que estava perto da cama, e golpeou Kennedy no pescoço, enquanto o outro segurava a vítima.
Eles deixaram o local e se esconderam em uma construção próxima. Pela manhã, chamaram um carro por aplicativo e se fugiram.
Depois de amanhecer, uma vizinha viu manchas de sangue no corredor do prédio e a porta do apartamento de Kennedy entreaberta e chamou a polícia.
Ela relatou aos agentes que por volta de 2h30 da manhã ouviu gritos e barulhos vindos do apartamento de Kennedy e que depois escutou pessoas saindo às pressas.
Os policiais encontraram o corpo caído em um dos quartos, já sem vida, e com bastante sangue ao redor. Havia duas facas e um celular próximos. Outra faca, suja de sangue, foi achada no corredor.
O suspeito de 19 anos foi indiciado por homicídio qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de corrupção de menores.
Somadas, as penas podem ultrapassar de 28 anos de prisão.
O adolescente teve o procedimento encaminhado ao Juizado da Infância e da Juventude e permanece apreendido, enquanto o adulto segue preso preventivamente.