Após 16 anos, líder homofóbico deixará o poder na Hungria

Político de extrema-direita colecionou no poder ações contra LGBT

Publicado em 13/04/2026
Orbán chegou a imitar na Hungria lei homofóbica da Rússia 

Após 16 anos, o político de extrema-direita Viktor Orbán, um dos líderes europeus que mais agiu contra os direitos LGBT, deixará o poder na Hungria.

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No domingo 11, o partido de centro-direita Tisza venceu as eleições, o que fará com que Orbán saia da cadeira de primeiro-ministro que ele ocupa desde 2010.

Com 95,63% das urnas apuradas, o Tisza, liderado por Péter Magyar, conquistou 137 dos 199 assentos do Parlamento.

Nas redes sociais, Magyar afirmou que recebeu telefonema de Orban o felicitando pela vitória.

No discurso de vitória, o político deu sinal positivo a LGBT. 

"Queremos fazer um país no qual nenhuma pessoa seja perseguida porque pensa diferente ou porque ama de de forma diferente os outros."

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Péter Magyar sinalizou positivamente a LGBT

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que seu país "celebra a adesão do povo húngaro aos valores da União Europeia".

De fato, enquanto Orban era alinhado aos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, Magyar tende a aproximar a Hungria da Ucrânia e da União Europeia.

Durante seus quatro mandatos consecutivos, Orban promoveu e assinou leis contra cidadãos LGBT.

Em 2021, a Hungria imitou a Rússia introduzindo legislação que pune a "promoção" da homossexualidade ou identidade de gênero peante menores de 18 anos.

Em março de 2025, as paradas LGBT, que costumeiramente sofriam repressão policial e ataques de extremistas, foram banidas por lei.

Magyar afirmou que a proibição das marchas foi feita pelo governo para desviar atenção das pessoas que sofrem no país. Ele prometeu que se eleito iria restituir o direito de cidadãos se reunirem.

Entretanto, ativistas de direitos humanos apontam que o partido agora vencedor se recusou a dialogar com a comunidade LGBT e duvidam se haverá mudanças significativas em relação aos direitos LGBT em seu governo.


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