Dois soldados denunciaram ter sido vítimas de abuso e violência no 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Maceió.
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De acordo com a Folha de S.Paulo, os episódios teriam ocorrido em junho e setembro de 2025.
Em um deles, o soldado relatou que foi levado à força para uma câmara fria e teve suas roupas tiradas. Ele foi obrigado a ficar nu e exposto a baixa temperatura, além de ter sido agredido por outros militares.
No outro caso, o soldado Paulo Vince Pereira Silva, de 20 anos, teve um pênis ereto passado em seu rosto enquanto dormia.
Ele só soube do ocorrido no dia seguinte quando vídeo da ação começou a circular no batalhão.
Silva disse que ouviu da instituição que teria sido uma "brincadeira" e foi desencorajado a buscar advogado.
O soldado relata que foi afastado, mesmo em tratamento psicológico e psiquiátrico, enquanto os agressores continuaram em suas funções.
Advogado dos soldados vítimas das duas situações, Alberto Jorge Ferreira dos Santos falou à reportagem que ambos apresentam "problemas psicológicos gravíssimos" após as agressões.
"Um deles só dorme com remédio, mas ainda assim passa boa parte da madrugada acordado. Precisamos ir ao batalhão para pedir documentos, mas ambos mal querem passar pela porta. Foi realmente muito traumático", afirmou.
Em nota, o quartel afirmou que "tão logo tomou conhecimento do fato, determinou a imediata abertura de procedimento administrativo (sindicância) em 25 de julho e 29 de setembro de 2025, instrumento legal para apurar, com rigor, as circunstâncias e responsabilidades do ocorrido".
Após a apuração, o batalhão informou que cinco militares receberam sanções disciplinares com prisão em dezembro passado e licenciados do serviço ativo.