Time LGBT Unicorns denuncia homofobia dentro de clube

Equipe de vôlei sofreu ameaça de morte durante partida em janeiro

Publicado em 13/02/2019
Equipe de vôlei gay Unicorns sofre homofobia no Açaí Clube
Equipe de vôlei do Unicorns treinava (e pagava) regularmanete no Açai Clube

Homofobia e esporte continuam andando, infelizmente, de mãos dadas. O time de vôlei da equipe LGBT esportiva Unicorns Brazil foi a nova vítima.

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Em post no Facebook, a equipe compartilhou denúncia de discriminação sofrida durante partida no Açaí Clube, espaço que eles alugam mensalmente, desde abril de 2018, na Zona Sul de São Paulo.

O Unicorns diz a intolerância começou em 11 de janeiro, em um treino, quando duas senhoras filmaram os jogadores sem autorização. Na sequência, as mulheres passaram a gritar, na portaria do clube: "Essas pessoas aí poderiam roubar as bolsas delas".

A equipe acredita que foi vítima de uma mistura de racismo e homofobia, já que o time é plural e agrega LGBT de várias classes sociais. Eles notificaram o estabelecimento e pediram a identificação das mulheres e a entrega da filmagem, mas não foram atendidos.

Uma semana depois, no dia 18 do mesmo mês, veio a pior parte da sequência discriminatória. O Unicorns fez uma partida contra o Thunders. "Os sócios [do Açaí] ficaram transtornados com a presença de uma [jogadora] trans", escreveu a equipe na rede social.

Uma das senhoras que fizeram as filmagens estava no meio dos preconceituosos que bradavam frases como "viado precisa morrer" e "aqui não é lugar para isso".

A equipe acionou os responsáveis pelo local, que disseram que não poderiam garantir a segurança dos jogadores e que garantiriam apenas a segurança dos sócios do clube. 

"Nossos meninos tiveram que sair da quadra, alguns extremamente abalados, sem condições de prosseguir jogando naquele lugar", disseram.

O Unicorns informa que tomará medidas cabíveis na Justiça, tanto na esfera cível quanto na criminal. Pessoas presentes, de fora e de dentro do próprio clube, se prontificaram a testemunhar a favor da equipe LGBT.

Nossa reportagem procurou o Açaí Clube que não retornou nosso contato até o momento.

 


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