Governo italiano nega patrocínio para prêmio gay de Veneza
Queer Lion elege melhor produção LGBT do famoso festival de cinema
Um dos prêmios LGBT mais tradicionais do cinema teve pedido de patrocínio negado pelo governo italiano.
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O Queer Lion é a honraria dedicada à melhor produção LGBT dos filmes que integram o Festival de Veneza.
Neste ano, o Ministério da Cultura, sob a liderança de Alessandro Giuli, não liberou patrocínio. A primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, é de extrema-direita.
Já a prefeitura de Veneza e o governo da região do Vêneto - ambos comandados pela centro-direita moderada - confirmaram seus patrocínios.
O prêmio existe desde 2007. Entre 2011 e 2017, o governo da Itália liberou patrocínio. Em 2019, o diretor do prêmio, Daniel N. Casagrande, decidiu não pedir mais apoio.
Ele mudou de ideia este ano já que se comemora a 20ª edição do Queer Lion.
O pedido de patrocínio foi feito em fevereiro. Em 6 de agosto, ele questionou a pasta e ouviu que a ausência de resposta nesses quatro meses deveria ser considerada como pedido negado.
O prêmio foi ideia de Casagrande quando ele entrevistou o então diretor do Festival de Veneza Moritz De Hadeln, em 2003.
A proposta teve como inspiração o Teddy Award - prêmio LGBT do Festival de Berlim - criado em 1987. De Hadeln concordou e quatro anos depois se iniciou a premiação italiana.
Dentre os longas agraciados com o Queer Lion estão Direito de Amar (2009), Filomena (2014) e A Garota Dinamarquesa (2015).
Em 2024, o premiado foi a coprodução entre Brasil e Colômbia sobre uma indígena transexual, Alma do Deserto.
O vencedor do ano passado, o ótimo mexicano En el Camino, segue inédito no circuito comercial brasileiro.
O Festival de Veneza deste ano será realizado entre 2 e 12 de setembro.








