Gays e bissexuais têm 37 vezes mais HIV que média
Número está em balanço do Ministério da Saúde que indica haver 30 mortes pelo vírus da aids por dia
Homens que fazem sexo com homens formam grupo mais vulnerável à infecção pelo HIV.
Dados do Ministério da Saúde, divulgados na quinta-feira 30, mostram que o HIV está presente em 18,4% da população de homens gays e bissexuais. A média da população brasileira é de 0,49%.
O índice também é alto dentre usuários de drogas (6,9%) e trabalhadoras do sexo (5,3%).
Do total de 1 milhão de pessoas vivendo com HIV atualmente no País, 65% (ou 650 mil) são homens e 35% (350 mil) são mulheres.
As taxas de diagnóstico e tratamento das mulheres são menores do que as dos homens - 92% dos homens com HIV foram diagnosticados, contra 86% das mulheres, 82% do público masculino com HIV faz uso de antirretrovirais contra 79% do público feminino, e 96% dos soropositivos são indetectáveis, contra 94% das soropositivas.
No geral, do total de infectados pelo vírus no Brasil, 90% recebem diagnóstico, 81% de quem foi diagnosticado está em tratamento com medicação e 95% de quem usa antirretrovirais têm carga indetectável do vírus.
Os dados apontam, portanto, que o Brasil conseguiu atingir uma das três metas - já que os três índices devem estar em 95%.
Em 2022, 10.994 pessoas morreram por aids no País contra 11.515 no ano anterior - uma média de 30 mortes por dia.
Também em 2022, foram informados 36.753 novos casos de aids no Brasil - quando não se toma a medicação e a doença se desenvolve. Destes, 71,1% foram dentre homens e 28,9% dentre mulheres, 60,1% são pretos ou pardos e 42,3%, homens que fazem sexo com homens.
Você já ouviu os lançamentos de artistas LGBT ou com foco na comunidade? Siga nossa playlist Rainbow Hits no Spotify que é atualizada constantemente com as melhores do ano do pop, eletrônico e MPB de várias partes do mundo.



