Divulgado perfil de trans que usam nome social em escolas de SP
Secretaria da Educação faz campanha para informar alunos sobre direito
O nome social para pessoas trans é uma realidade na rede estadual de ensino do Estado de São Paulo desde 2014 e já há um primeiro estudo a respeito.
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Em pesquisa realizada pela Secretaria da Educação do Estado com 44 estudantes que pediram a mudança para o nome social foi identificado que 93% são mulheres trans e travestis, ou seja, que foram registradas com o nome masculino, 70% são maiores que 18 anos e 75% estudam no período noturno.
"Os dados preliminares nos mostram que as políticas inclusivas contribuem para resgatar pessoas que, por um conjunto de fatores, estavam afastados da sala de aula", diz Andrea Grecco, responsável pelo Departamento de Matrículas da Secretaria. "A maior parte dos estudantes com nome social estuda na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Agora, por meio do nome social e de outras políticas de inclusão, elas estão acolhidas em nossas escolas".
A pasta organizou uma campanha informativa para todas as 91 Diretorias Regionais, que são responsáveis por 5 mil escolas estaduais. A intenção é orientá-las para oferecer a possibilidade do uso do nome social aos alunos.
Para adotar o nome social, o aluno precisa apenas comunicar a escola ou a diretoria de ensino. Se for menor de idade, é necessária autorização dos pais. A alteração pode ser feita tanto por novos alunos quanto por quem já frequentava uma escola estadual desde 2014.








