Festival Perifericu contará com 34 filmes de diretores LGBT
Metade da seleção da segunda edição do evento é de realizadores trans
De 1º a 6 de setembro, a Associação Bloco do Beco, no extremo sul da cidade, receberá a segunda edição do Perifericu - Festival Internacional de Cinema e Cultura da Quebrada.
Entre no grupo de Whatsapp do Guia Gay e não perca nenhuma notícia
O evento exibirá 34 curtas-metragens vindos de 16 estados e de Cuba e realizados por pessoas LGBT das periferias, em sua maioria pretos e indígenas.
Quase metade da seleção tem direção de pessoas trans, travestis e não-bináries.
A seleção conta com diversas realidades, linguagens e modos de produção, reunindo filmes que partem de favelas, quebradas, comunidades urbanas, territórios indígenas e outros espaços historicamente afastados dos principais circuitos de exibição.
A curadoria, assinada por Well Amorim, Stheffany Fernanda e Izzi Vitório, destacou filmes que fazem gestão das urgências, com as dificuldades e alegrias de territórios atravessados por violência e pela ausência programada do Estado e que ao mesmo tempo evidência territórios que são impulsionados pela coletividade e criatividade e que sem perder de vista a memória, apontam para futuros possíveis para as periferia brasileiras.
Confira a lista de filmes selecionados para o festival:
- A Posse É um Fato, de Murilo Munìí e Mar Fagundes (RS, 2025)
- Americana, de Agarb Braga (PA, 2025)
- BV Neon, de Roraimana (RR, 2025)
- Clube da Velha Guarda, de Ava Santos (DF, 2025)
- Cor, de Mazé Mixo (RJ, 2025)
- Cypher - Herança, de Micah Aguiar e Jonas Sakamoto (MA, 2025)
- Dentro do Meu Peito Mora um Cão, de Gabriel Afonso (MG, 2026)
- Desfem, de Manoella Fernandes e Polyana Santos (SP, 2025)
- Divino: Sua Alma, Sua Lente, de Clea Torres, Gilson Costta e Divino Tserewahú (MT, 2025)
- Dona Lia, de Jaqueline Cardoso e Letícia Souza (GO, 2026)
- Em Ponto Riscado Cria Não É Criado, de Padê Coletivo (RJ, 2024)
- Erguida, de Jhonnã Bao (SP, 2023)
- Escudo, de Cauê Santiago e Andrey Haag (SP, 2025)
- Exento (Exemido), de Otto Morales (Cuba, 2024)
- Feirantes, de Amanda Gaia, Eudóxia Carvalho, Fagner Morais e Lilith Albuquerque (SP, 2025)
- Filme sem Querer, de Lincoln Péricles (SP, 2025)
- Histórias Periféricas, de Luan Allen (SE, 2026)
- Mães Antiproibicionistas, de Débora Aguiar (PE, 2025)
- Mansos, de Juliana Segóvia (MT, 2024)
- Meu e Seu, de Gabriel Freire (BA, 2025)
- Monalisa, de Lucas Sá (MA, 2026)
- Mydzé - Memorial Isú-Kariri & Plataforma Unides Contra a Colonização: Muitos Olhos, Um Só Coração (CE, 2025)
- Negroamor, de Jota Marcos (PR, 2026)
- Pocas pra Entender, de Stheffany Fernanda e Pedro Miosso (SP, 2025)
- Pupá, de Osani (RN, 2024)
- Quando Abandonamos a Humanidade, o que Resta de Nós?, de Vita Pereira (SP, 2026)
- Quando Eu Crescer, de Felipa Anastácia (SP, 2025)
- Quando Eu for Grande?, de Mano Cappu (PR, 2024)
- Redestina, de Mayara Mascarenhas (MG, 2025)
- Sementeiras, de Ana Moraes, Luciene Pereira, Mari Moura e Meire Ramos (SP, 2025)
- Sonhos de Diadema, de Givva (SP, 2025)
- Tá Fazendo Sabão, de Ianca Oliveira (BA, 2022)
- Trabalho de Parto, de Mira Lima (SP, 2025)
- Vozes do Cocal, de Josué Castilho França (PA, 2026)
Além das mostras competitivas, a programação contará com uma sessão especial da Maloka Filmes, que leva de volta à quebrada curtas da produtora que circularam por festivais no Brasil e no exterior.
A sessão reúne Depois do Fim do Mundo (2020), realizado durante a pandemia; Anba Dlo (Brasil/Cuba/Haiti, 2025), que estreou no Festival de Berlim e conquistou o prêmio do júri no 49º Hong Kong International Film Festival; e Fronteriza (Brasil/Paraguai, 2025), premiado no Olhar de Cinema, Mix Brasil, Kinoforum e ASU.FICC, no Paraguai.
Dois curtas inéditos gravados no Jardim Ibirapuera também serão apresentados pela primeira vez justamente no território onde foram realizados.
"Para nós, fazer um festival é também construir memória e afirmar que esses territórios não são apenas lugares onde as histórias acontecem: são lugares onde as histórias são inventadas, produzidas e celebradas”, afirma Nay Mendl, uma das pessoas fundadoras da Maloka, junto a Well Amorim e Rosa Caldeira.
As mostras terão sessões seguidas de debates entre realizadores e público e integram a programação gratuita do Perifericu, que também contará com apresentações musicais, performances, mesas de debate, discotecagens, ballroom, oficinas e outras atividades.
Parte dos filmes poderá ser assistida gratuitamente pela plataforma Todesplay durante a semana do evento.
A 2ª edição do festival é uma realização da Maloka Filmes, viabilizada com patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com apoio da Associação Cultural Bloco do Beco, Fundação Julita, IbiraLAB e Todesplay.
A Associação Bloco do Beco fica à Rua Bento Barroso Pereira, 2, no Jardim Ibirapuera, bairro que fica entre o Jardim São Luís e Socorro.
A programação completa estará disponível no Instagram do festival clicando aqui.








