'Ainda me sinto acuada', diz Karol Conká sobre sair de casa
Recordista de rejeição no BBB, cantora afirmou que adquiriu espécie de pânico
Karol Conká contou como tem sido os últimos meses, suas saídas de casa, a relação com o público e a reflexão pós-Big Brother Brasil.
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"Eu não tenho saído. Eu já não era muito de sair, aí com a pandemia não saí mais. Fiquei meio lelé, fui parar no BBB, vocês viram o que aconteceu", disse a cantora, durante participação no Altas Horas, da TV Globo, no sábado 28.
"Agora que eu saí [do reality], tenho trabalhado muito com meu novo álbum, com meu trabalho. Mas eu não me sinto confortável para sair [de casa]. Primeiro por causa da pandemia, óbvio, segundo porque eu ainda me sinto um pouco acuada pelas péssimas atitudes que eu tive."
A cantora foi eliminada do BBB21 com recorde de rejeição na história do programa, 99,17%, em 23 de fevereiro. Nas poucas semanas em que lá esteve, a curitibana perseguiu alguns dos participantes, teve atitudes arrogantes, falta de empatia e foi acusada de ter um comportamento tóxico.
Seis meses depois, ela acredita que parte do público a compreendeu.
"Acho que o Brasil entendeu que foi um momento que eu passei. Ainda existem pessoas que me enxergam com maus olhos, e eu super entendo [o lado delas]. Acho que pras outras pessoas já passou, mas pra mim, é uma coisa interna, comigo, que eu preciso tratar, trabalhar melhor. É um pânico mesmo que eu acabei adquirindo", explicou.
"Esses dias eu comentei que não saio, e as pessoas entenderam que [é porque] eu sou hostilizada nas ruas. Não, não sou. Até agora eu não sofri nenhum tipo de ataque [presencial], os maiores ataques foram nas redes sociais mesmo. O que me deixou muito triste foi o ataque de racismo. Os outros ataques eu entendo que fui eu que causei. Então tá tudo bem."
Em suas poucas saídas, como em consultas médicas, a artista disse que tem sido bem tratada e que até pedem para tirar foto com ela.
"As pessoas falam: 'Ah, vai ficar tudo bem' ou 'Eu te cancelei, mas tô te descancelando", disse, aos risos. "Aí pedem desculpas pela ofensa, eu peço desculpas também. Aí a gente se abraça daquele jeito, com soquinho de mãos."
"Acho que a coragem de entender, de se enxergar nos erros e reparar esses erros está aqui dentro. E as pessoas têm sentido isso."

