6 documentários LGBT brasileiros que você precisa ver!
No Dia do Cinema Brasileiro, listamos seis filmes imperdíveis sobre nossa comunidade

Filmes brasileiros ainda não atingem grande público nos cinemas (exceto comédias da Globo Filmes), são pouco reconhecidos no exterior e alvo de críticas por conta de questões técnicas e até de roteiro.
Curta o Guia Gay São Paulo no Facebook
No entanto, se tem um gênero em que nossos longas são celebrados é o documentário. Nada melhor, portanto, que no Dia do Cinema Brasileiro, comemorado neste domingo 5, lembrarmos de 6 dos melhores documentários nacionais que abordam a temática LGBT:
1. Lampião da Esquina (2016)
A mais emblemática publicação LGBT do País tem sua história lembrada por Lívia Perez. A diretora foi conversar com os ex-integrantes e colaboradores do jornal, que marcou época no final dos anos 1970 e começo dos 1980.
Aguinaldo Silva, João Silvério Trevisan, Glauco Mattoso e Luiz Carlos Lacerda foram alguns dos reconhecidos profissionais ligados ao periódico que tratava de homofobia, prostituição, vida noturna, racismo e feminismo, dentre outros temas.
2. Divinas Divas (2016)
As primeiras travestis dos palcos brasileiros têm sua história revisitada neste filme de Leandra Leal. As oito artistas reúnem-se para ensaiar um espetáculo que marca os 50 anos de sua primeira performance no Teatro Rival (RJ).
Entre um número e outro, o público conhece um pouco mais da história de Rogéria, Jane Di Castro, Brigitte Búzios, Valéria, Eloína, Camille K, Marquesa e Fujica de Holliday com passagens que vão de internação em hospício e acidentes a hormônios, homens e quesões familiares.
3. São Paulo em Hi-Fi (2013)
Se o Brasil é pouco documentado, o que dirá de um recorte específico como a noite gay paulistana? Este é o mote do histórico filme de Lufe Steffen, que por meio de entrevistas, fotos e vídeos, apresenta aos espectadores os primeiros points LGBT da cidade.
Das escadarias da Galeria Metrópole nos anos 1960, à desvairada Medieval, que, recheada de celebridades, parava a Rua Augusta nos 1970 aos shows de transformismo da Corintho nos anos 1980, dezenas de lugares e espaços são lembrados que foram referência para a capital paulista e para o Brasil são lembrados.
4. Dzi Croquettes (2009)
Poucos grupos foram tão importantes para a cultura brasileira em relação à diversidade sexual como este. Entre Rio e São Paulo, os Dzi enchiam boates e teatros de um público ávido pelas suas performances despudoradas e cenas hilárias, sexuais e transformadoras.
No documentário assinado por Tatiana Lessa e Raphael Alvarez, os integrantes que sobreviveram à violência do País e à aids, relembram sua trajetória. Personalidades brasileiras e estrangeiras, que foram influenciadas e fãs confessas do grupo, dão depoimentos emocionantes.
5. Santiago (2007)
O personagem principal do filme de João Moreira Salles é o mordomo que trabalhou na casa de seus pais por quase três décadas. O
documentário teve imagens captadas no início dos anos 1990, ficou engavetado por 13 anos e terminado por ele Aqui, mais do que revelar Santiago, o cineasta procura entender um pouco de si mesmo e de sua família, e mistura ficção e realidade.
6. Laerte-se (2017)
Grande representante da visibilidade trans nesta década, a cartunista Laerte Coutinho é o foco deste documentário produzido pela Netflix e assinado por Eliane Brum e Lygia Barbosa.
Foi casada, teve três filhos, flertou com o cross-dressing e, enfim, assumiu-se trans há poucos anos com uma carreira já consolidada. Delicado, o filme mostra a coragem de uma mulher que em busca apenas de sua identidade tem inspirado tantas no País.

