3 motivos para ver 'Tamara', filme sobre deputada transexual
Longa venezuelano retrata vida de Tamara Adrián, que aos 40 anos assumiu sua verdadeira identidade de gênero
As questões de pessoas transexuais têm ganho mais atenção na mídia e na arte e com isso mais filmes se dedicam ao tema.
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Estreia nesta quinta-feira 25 em São Paulo o longa Tamara, de Elia K. Schneider, que fala da venezuelana Tamara Adrian, a primeira deputada trans de seu país e a segunda da América Latina.
Veja três motivos para assistir ao filme:
1 Personagem real
A comunidade LGBT ainda tem pouca memória de seus heróis e heroínas. Por isso, é importante conhecer a história de quem lutou pelos direitos de todo um segmento. Hoje aos 64 anos, Tamara formou-se advogada e viveu como Teo, aprisionando sua verdadeira identidade até os 40 anos.
Professora em uma universidade, Tamara enfrentou o preconceito de alunos, professores e equipe, mas o superou e candidatou-se a deputada pelo Partido Vontade Popular, que faz oposição ao presidente Nicolás Maduro. Ela assumiu a cadeira no Congresso do país em 14 de janeiro de 2015.
2. Trans pode ser lésbica
Até mesmo dentre gays e lésbicas causa estranhamento uma pessoas trans que não é hétero. Fomos condicionados a pensar que pessoas que fazem adequação de gênero gostam de pessoas do sexo oposto. Nada a ver.
Identidade de gênero e orientação sexual não correm juntos e, aos poucos, nos deparamos com exemplos como o de Tamara. Enquanto em sua identidade masculina, como Teo, ela foi casada e teve dois filhos. Ao passar pela transição, Tamara continuou tendo atração por mulheres. Em especial Ana (Prakriti Maduro) que a conhece ainda com sua aparência masculina e depois volta a se envolver com Tamara já como mulher.

3. Didático e ficcionalizado
O longa é uma ficção baseada em história real, o que pode atrair quem é avesso a documentários, que costumam ser mais convencionais. Ao mesmo tempo, optou-se por mostrar, em mais da metade do filme, todo o desconforto de Teo, ainda como homem. O ponto de partida é seu retorno de Paris, onde foi para estudar, a Caracas quando recebe a notícia da morte do irmão.
Em especial nas consultas com a psicóloga, a história apresenta-se de modo didático, o que a torna, para quem já tem mais elementos sobre o tema, um tanto enfadonha. No entanto, a interpretação de Luís Fernandez como Teo/Tamara é tão delicada e ao mesmo tempo visceral que seu magnetismo na tela nos envolve completamente.
Assista a uma cena do filme divulgada com exclusividade pelo nosso site:

