Parada do Orgulho LGBT+ de SP 2026: arco-íris, copa e voto
Marcha realizada neste domingo 7 teve como foco as eleições de outubro
Foi realizada neste domingo 7 a 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.
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Com 14 trios elétricos e com queda de 60% dos patrocínios privados em relação a 2025, a marcha reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista e Rua da Consolação.
As cores arco-íris em balões, roupas e muitos acessórios conviveram com diversas camisetas e itens verde-amarelos dentro do clima de Copa do Mundo de Futebol.
No primeiro trio, junto às apresentadoras Tchaka e Silvetty Montilla, ativistas e políticos fizeram breves discursos.
Um dos mais aguardados e aplaudidos foi o da deputada federal Erika Hilton (Psol), que no ano passado foi criticada nas redes sociais por faltar à marcha por estar em Paris para ver show de Beyoncé.
Nas falas e em muitos cartazes, o foco foi a importância do voto LGBT nas eleições em outubro, quando se vai escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados estaduais, distritais e federais.
Como nos últimos anos, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceram à passeata. Ambos foram à Marcha para Jesus, feita na quinta 4.
Sem viagem em seu calendário para usar como álibi para sua ausência (como já fez antes), Nunes justificou, à Folha de S.Paulo, que não foi pois teria de inaugurar um parque.

À reportagem, o diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Matheus Emílio, lembrou que ambos os governantes estiveram, três dias antes, na Marcha para Jesus, o que demonstra a pouca importância que os mandatários dão às pessoas arco-íris.
"O contraste com a Marcha para Jesus mostra que cidadãos LGBT+ ainda são tratados como cidadãos de segunda classe, nossas pautas não são prioridade e não existe um compromisso público com a nossa comunidade", afirmou.
A Prefeitura de São Paulo patrocinou o evento arco-íris com R$ 5,5 milhões.

Vários artistas da comunidade LGBT se apresentaram nos trios, com destaque para Gloria Groove (no carro da L'oreal) e de Pabllo Vittar e Urias (no da Amstel).
Com o tema "A rua convoca, a urna confirma", os paulistanos e turistas do Brasil e do mundo que foram à parada viram passar de grupos de evangélicos LGBT a fetichistas, do Mães pela Diversidade a casais homossexuais com filhos e cães e famosos, como os atores Luis Lobianco e Carmo Dalla Vecchia e a cantora Luísa Sonza.
O Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e a ONG More in Common estimaram a presença de 36,8 mil pessoas na parada.
Ao Guia Gay São Paulo, a assessoria de imprensa da entidade ativista organizada da parada afirmou que não trabalha com número de pessoas participantes.













