ELEIÇÕESInformações para que você e toda comunidade LGBT votem de forma consciente
O que candidatos ao governo de SP dizem (ou não) sobre LGBT
Reportagem analisou compromissos das candidaturas registrados no TSE

Os poucos segundos na cabine de votação em outubro não definarão apenas o futuro de São Paulo na saúde, geração de empregos, meio ambiente e cultura, por exemplo. As políticas públicas e legislação para LGBT também estão em jogo.
Curta o Guia Gay São Paulo no Facebook
Para te ajudar na escolha de quem merece seu voto, o Guia Gay São Paulo analisou os programas de governo das 12 candidaturas que pleiteam ocupar o Palácio do Bandeirantes nos próximos quatro anos.
Duas candidaturas não registraram o plano de governo no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do restante, cinco não citaram LGBT e outros cinco sim, ou de forma concisa ou mais detalhada.
Edson Dorta (PCO)

NÃO FALA DE LGBT. Há um item específico que trata de duas minorias (o "V - Mulheres e negros"), mas que não cita LGBT.
João Doria (PDSB)

NÃO FALA DE LGBT. No item "Economia criativa" fala-se de "um olhar especial às minorias, afrodescendentes, jovens e mulheres" sem citar LGBT.
Luiz Marinho (PT)

Cidadãos LGBT são citados em dois subitens do item "1. Resgate das políticas públicas e dos direitos sociais".
Primeiro, no subitem "Resgate da saúde pública":
"Mudar radicalmente a forma como o governo trata as pessoas, protegendo e garantido cuidados integrais à saúde das populações em situação de maior vulnerabilidade: os sem teto, as pessoas com sofrimento psíquico grave e em uso abusivo de álcool e outras drogas, a população negra, LGBTT, entre outros;"
Depois, no subitem "Garantia dos direitos humanos e cidadania":
"A intolerância segue vitimando pessoas em São Paulo. De cada 13 mortes no Estado, 7 são feminicídios. Contam-se também 12.886 vítimas de estupro, 1 a cada 40 minutos. Negros, jovens, mulheres e a população LGBT são alvos preferenciais da discriminação, da violência e da ausência de oportunidades. O genocídio da juventude negra, pobre e periférica, é alarmante: em 2016, registrou-se uma taxa de homicídios de 40,2 mortes por 100 mil habitantes, ante 16 mortes por 100 mil habitantes de brancos, amarelos e indígenas.
O governo Marinho irá mais fundo na busca da inclusão total, da abertura do governo e da criação de políticas de Estado com vistas a uma nova consciência sobre a convivência civilizada e respeitosa na sociedade. A gestão vai tecer uma rede de políticas que incluam idosos, crianças, juventude, população negra, mulheres e crianças vítimas de violência, pessoas com deficiências, população em situação de rua, população privada de liberdade, LGBTI, pessoas vivendo em acampamentos, assentamentos e/ou ocupações, imigrantes, refugiados, quilombolas, povos indígenas, povos rromá (ciganos) e todos aqueles privados de liberdade."
Neste mesmo subitem, LGBT voltam a ser mencionados na enumeração de diretrizes do Plano para Direitos Humanos e Cidadania:
"Construir centros de Promoção e Defesa da Cidadania LGBTI, para acolhimento de denúncias e atendimento às vítimas de LGBTIfobia;
Ampliar a política de saúde integral da população LGBTI, fortalecer o respectivo comitê e o ambulatório de saúde integral para travestis e transexuais, descentralizando o serviço com a construção de novas unidades, bem como adotar política pública transparente;
Desenvolver ações permanentes de respeito à diversidade sexual e combate à homofobia, promovendo os direitos da população LGBTI em situação de vulnerabilidade social, com ações integradas de educação, saúde, trabalho e assistência social;"
Major Costa e Silva (DC)

NÃO FALA DE LGBT. No item "Cultura", o programa fala em promovê-la por meio da "valorização da diversidade e da pluralidade no financiamento das atividades" e "resgate e valorização da cultura e da identidade".
Marcelo Candido (PDT)

O programa não explicita nenhuma das propostas. Há um capítulo chamado "Políticas de inclusão" e o primeiro subitem é "LGBT".
Márcio França (PSB)

No capítulo "I. Desenvolvimento Social", LGBT são citados duas vezes. No subitem 9 do item "F - Assistência social e cidadania", fala-se:
"Ampliar as ações destinadas a concretizar os direitos, a igualdade e a dignidade das mulheres, da população negra e indígena e da população LGBTI+"
No mesmo capítulo, o item J é voltado especificamente à comunidade e chama-se "LGBTI+":
"A Constituição de 1988 prega a liberdade e a igualdade de todos os brasileiros e de todas as brasileiras, sem distinção de qualquer natureza. Não se pode permitir que os direitos e a dignidade das minorias sexuais sejam violados em nome do preconceito. O direito de vivenciar a sexualidade e o direito às oportunidades devem ser garantidos a todos, indistintamente."
Paulo Skaf (MDB)

No capítulo 13 do programa, chamado "Política social", há um item específico para LGBT, é "13.5 - Identidade De Gêneros E Orientação Sexual":
"Promover políticas de respeito e conscientização no que tange a identidade de gênero e orientação sexual.
Combater a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.
Promover os direitos sociais da comunidade LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis, Transgêneros e Intersexuais), especialmente das pessoas em situação de risco social e exposição à violência.
Combater a violência doméstica e familiar contra a população LGBTI.
Combater a homofobia institucional.
Produzir conhecimento sobre o tema LGBTI: gerar e sistematizar informações sobre a situação de vida da população LGBTI a fim de subsidiar a implementação de políticas públicas em defesa de seus direitos sociais."
Prof. Claudio Fernando (PMN)

O programa de governo não consta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Professora Lisete (Psol)

O programa de governo não consta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Rodrigo Tavares (PRTB)

NÃO FALA DE LGBT.
Rogerio Chequer (Novo)

NÃO FALA DE LGBT. No capítulo 1 "Social", fala-se que o "objetivo da gestão será a busca pela igualdade de oportunidades, independentemente de raça, credo, gênero ou nível socioeconômico" sem citar LGBT.
Toninho Ferreira (PSTU)

O programa elenca 16 pontos que nortearão a gestão. O 16º chama-se "Pelo fim da LGBTfobia! Pelos direitos das LGBT’s" e fala:
"É necessário lutar contra a discriminação e a violência contra as LGBT's. Precisamos criminalizar a LGBTfobia, acabar com a exclusão das LGBT's no mercado de trabalho, garantir amplo atendimento médico e psicológico às vítimas de violência LGBTfóbica, assim como casas abrigo e punição exemplar dos agressores. Pela despatologização da transexualidade, por direito ao nome social de transexuais, transgêneros e travestis, sem burocracia. Não ao Escola Sem Partido, por uma educação pública que respeite a identidade de gênero e a diversidade de orientação sexual."



