Extrema-direita ganha na Alemanha e quer tirar direitos LGBT
AfD pode governar um dos estados caso se alie com partido populista de esquerda
Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, um partido de extrema-direita governará um estado alemão. E LGBT estão em sua mira.
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No domingo 6, o AfD (sigla para Alternativa para Alemanha) venceu as eleições na Saxônia-Anhalt (também conhecida como Alta Saxônia), um dos 16 estados do país, na região centro-leste.
A legenda teve 43,8% dos votos, o que lhe dá direito a 39 das 82 cadeiras do parlamento estadual.
Para ter maioria absoluta, o AfD precisa de 42 cadeiras e, segundo a imprensa internacional, elas poderão vir com a união a um partido populista de esquerda, o BSW, que deve obter cinco lugares no parlamento. Os dois somados dão 44 cadeiras.
Ambas as legendas compartilham afinidade com o governo russo, linha dura contra a imigração e visões anti-LGBT.
Durante debate eleitoral, há um mês, Ulrich Siegmund, candidato vencedor pelo AfD, afirmou que não aceita pessoas LGBT.
Em comício, Siegmund disse que o objetivo da comunidade LGBT é destruir o que o partido define como "normalidade herdada".
O seu programa de governo define família como aquela formada por pai, mãe e muitos filhos e atribui a baixa natalidade do país ao fato de que "desvios sexuais" gozam de maior aceitação hoje na Alemanha do que a família heterossexual tradicional.
Fala-se em proibir bandeiras arco-íris, cortar verbas para instituições LGBT e excluir normas de respeito a pessoas LGBT da saúde e da educação do estado, dentre outros pontos.
Anos atrás, o partido já tentou revogar leis que legalizaram o casamento homossexual e a autodeclaração de pessoas trans.
A população do estado é pequena - 2,1 milhões de pessoas - e sua capital é Madgeburgo, com 244 mil habitantes.
Em 2024, o AfD já havia vencido no estado vizinho da Turíngia, mas não conseguiu cadeiras suficientes para governar.








