50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018 - 31º a 40º lugar

Estão aqui produtores, jornalistas, artistas, maquiador. Cada uma dessas pessoas conseguiram mobilizar milhares e até milhões

Publicado em 25/02/2019
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Artistas, ativistas, influenciadores digitais, parlamentares: LGBT de diversas áreas fizeram o ano acontecer

Suas palavras reverberam. Seus pensamentos têm adesão. Frequentam circulos de poder, na mídia, na política, no ativismo, nas artes, e conseguem moldar grupos e sistemas a seus argumentos. Muitas pessoas se identificam com suas trajetórias e passam a fazer parte dela. Líderes. Ídolos. Exemplos. Antagonistas. 

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Eles e elas são LGBT que ajudam a construir a historia contemporânea não só da comunidade arco-íris como também brasileira de forma geral. 

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Como forma de reconhecimento de tudo isso, apresentamos a lista 50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018.

Trata-se de iniciativa da Rede Guiya, responsável pelos Guia Gay São Paulo, Guia Gay Brasília, Guia Gay Salvador, Guia Gay BH e Guia Gay Floripa.

Não é um rol de famosos simplesmente, não é um compêndio matemático de quem mais possui seguidores em redes sociais. Foi analisada a atuação de mais de 130 LGBT no Brasil durante 2018 para chegar à seleção final.

O critério foi saber o quanto essas pessoas conseguem influenciar a vida de pessoas e os rumos do país, das áreas em que atuam e de lugares onde vivem. Eis quem deixou marcas. Inclusive em você!

40º Pedro Figueiredo

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: Pedro Figueiredo

Tão raro quanto atores jovens assumidos são repórteres de TV fora do armário. Pedro não teme demonstrar seu amor pelo também repórter Erick Rianelli, com direito a foto do casamento, e continua sendo bastante requisitado na Globo Rio fazendo matérias locais e também para os jornais nacionais da emissora.

39º José Augusto Vasconcellos e André Gagliano

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: André Gagliano e José Augusto Vasconcellos

Aqui, uma dupla, mas não poderia ser diferente. Vasconcellos e Gagliano são responsáveis pelos principais eventos gays de Salvador, e sócios de três dos quatro clubes arco-íris da cidade. O nível da produção do que realizam é capaz de atrair turistas homossexuais de várias partes do país. Lançaram em 2018 o festival San Island, também na Bahia, que foi sucesso imediato e já entrou para o calendário dos grandes eventos que atraem turistas gays de todo o País.

38º Silvetty Montilla

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: Silvetty Montilla

Famosa por comandar números de humor nos palcos LGBT, Silvetty há muito extrapolou as portas das boates. Ela já apareceu em diversos programas de TV e continua ganhando fãs com seu canal no YouTube no qual entrevista personalidades dentro de uma banheira. O ano de 2018 também foi quando ela deu voz a personagem no desenho Super Drags, do Netflix. O tempo passa, a cena transformista é remexida, mas Silvetty continua como referência.

37º William de Lucca

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: William de Lucca

Um dos sites de esquerda de mais repercussão no Brasil tem as cores arco-íris. Editor do Brasil 247, William de Lucca escreve artigos e faz entrevistas com pensadores e políticos que fizeram contraponto ao governo Michel Temer e apoiaram a candidatura de Fernando Haddad (PT). É voz alerta para bandeiras importantes da esquerda, tal como a do Lula Livre, e não deixa de fazer a intersecção entre o movimento LGBT e o campo alinhado ao PT e PCdoB. 

36º Agustin Fernandez

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: Agustin Fernandez

Antes de 2018, o nome desse uruguaio radicado em Santa Catarina era mais ligado à beleza por ser maquiador. Entretanto, seu apoio explícito e atuante a Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial tornou-o ícone tanto positivo, para bolsominions que tentavam apagar o histórico homofóbico do político, quanto negativo, para LGBT que se opunham à candidatura do ex-capitão. Foi devidamente utilizado por Bolsonaro, até em encontro pessoal, para amenizar a imagem de intolerante do atual presidente. Continua a representar fatia de LGBT que integram grupos bolsonaristas.

35º Nany People

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: Nany People

A atriz transexual, que colecionava participações em obras audiovisuais e fazia boa carreira na comédia stand-up, estreou em novelas na TV Globo só em dezembro de 2018, mas meses antes, quando foi anunciada, sua conquista já era evidente. Um papel no núcleo principal de O Sétimo Guardião, no lugar de Renata Sorrah, colocou Nany não só em um lugar de destaque na comunidade - por ser uma transexual que interpreta o papel de uma transexual - como nos anais da teledramaturgia brasileira.

34º André Almada

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: André Almada

A terra gira, as estações mudam, eclipses acontecem, mas algo na terra brasilis “homosexualis” segue imutável: a The Week continua como referência de balada gay tanto dentro como também fora do país. Esse toque de Midas pertence a André Almada, que mantém as unidades carioca e paulistana como também tem levado a marca em tour por várias cidades brasileiras, e realiza grandes eventos tais como a Acquaplay. As missas by Almada continuam a mobilizar milhares e milhares ad infinitum.

33º Daniela Andrade

50 LGBT Mais Influentes de São Paulo: a ativista trans Daniela Andrade

Se você é LGBT e tem Facebook são minímas as chances de não ter aparecido na sua timeline um dos textões (com orgulho) de Daniela Andrade em defesa da cidadania de pessoas trans. No histórico ativista dessa analista de sistemas está a criação de plataforma de empregos para travestis e transexuais. Ela não busca unanimidade dentro do movimento LGBT. E ser influente também é isso: receber likes ou críticas, não importa. O verbo influenciar também é feito pelo incomodar. 

32º Johnny Hooker

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: Johnny Hooker

Em 2018, o recifense rodou o País com a turnê de Coração, o segundo e elogiado álbum de sua carreira. Durante apresentação no Festival de Garanhuns, em Pernambuco, Hooker ganhou atenção nacional ao puxar coro de “Jesus é travesti” como protesto pela peça de Renata Carvalho (O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu) ter sido suspensa. Por causa das críticas, o cantor teve participação cancelada na Parada LGBT de Teresina, que explicou não poder garantir sua segurança no evento. Corretamente, pontuou que a não realização do show mostrava fraqueza do movimento arco-íris. 

31. Fernanda Gentil

50 LGBT Mais Influentes do Brasil em 2018: Fernanda Gentil

Fernanda ilumina e deixa mais leve os ambientes por onde passa. Ajudou a tornar a cobertura da Copa do Mundo mais leve e comandou durante o ano o Esporte Espetacular, programa semanal esportivo mais assistido no País. Em dezembro, deixou a atração e migrou para a ala de entretenimento da TV Globo. Nas redes, são mais de 5 milhões de seguidores (apenas no Instagram), que aplaudem suas declarações de afeto à namorada, Priscila Montandon. Na mídia, fala com total naturalidade sobre sua vida pessoal. Gentil gera orgulho!

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