Após 38 anos, a cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos, poderá legalizar as saunas gays.
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Os vereadores da cidade, que tem quase 430 mil habitantes, estão considerando regulamentar locais onde adultos são permitidos a praticar atividades sexuais de forma consentida.
De acordo com o jornal The Minnesota Star Tribune, as leis em questão removeriam a "linguagem estigmatizante" e adicionariam "novas definições para incluir estabelecimentos onde a atividade sexual entre adultos que consentem possa ser facilitada".
Saunas e clubes de sexo funcionavam normalmente na cidade até que uma lei de 1988 proibiu estabelecimentos que facilitassem "conduta sexual de alto risco", definida como sexo oral, sexo anal e sexo vaginal mediante pagamento.
A legislação municipal foi aprovada no auge da epidemia da aids e visava minar encontros entre homens gays e bissexuais. Não foi só ali. Inúmeras outras cidades estadunidenses também aprovaram leis semelhantes, o que fez esses estabelecimentos serem fechados.
A publicação aponta que a lei foi alterada em 2023 a pedido de ativistas da ONG Safer Sex Spaces Coalition, que argumentaram que ela visava uniões homossexuais e indivíduos com HIV/Aids.
“O Departamento de Saúde de Minneapolis e outras organizações de saúde pública reconhecem que esta lei não é mais a ferramenta necessária para promover a saúde pública. Pesquisas em ciências sociais mostram que espaços de sexo comercial, como saunas gays, são importantes para promover práticas sexuais mais seguras, aprimorar a prevenção do HIV e aumentar o acesso a testes e tratamento", afirmou a entidade.
Um porta-voz do prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, disse à Fox News que o mandatáro é favorável a continuar explorando o assunto.