Polícia investiga morte de rapaz no Zig Festival
Voltado ao público LGBT, evento foi alvo de centenas de críticas por superlotação
A polícia investiga a morte de um jovem durante o Zig Festival, realizado no sábado 10 em São Paulo.
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Pedro Felipe Higa Felizatto, de 28 anos, teria passado mal e levado por uma amiga à enfermaria do local.
Lá, segundo testemunhas, o jovem não teria tido atendimento adequado.
"Estava no ambulatório acompanhando um amigo e vi quando o Pedro Higa chegou comu uma amiga. Vi os primeiros socorros (se é que podemos chamar de primeiros socorros), a enfermeira duvidando da amiga falando que ele estava sóbrio”, escreveu um dos frequentadores, Gilles Giovani, nas redes sociais.
O evento, que reuniu atrações internacionais, como a cantora Slayyyter, foi realizado na Áudio, casa de shows na zona oeste.
Houve muitos relatos nas redes sociais de superlotação (de que o festival teria vendido mais ingressos do que as capacidades dos locais), de pessoas assistindo aos shows do banheiro (por causa da falta de espaço), de má ventilação, de estrutura de som ruim e de pessoas passando mal e sendo carregadas.
Muitos frequentadores comentam que irão pedir o ressarcimento do valor do ingresso por meio do Procon após a má experiência no evento.
Com a repercussão da morte, a Zig - que mantém três casas noturnas e um bar LGBT nas zonas central e oeste de São Paulo - abordou o assunto.
“A ZIG Festival informa que está apurando, com toda a seriedade, os fatos e as manifestações recebidas a respeito do evento realizado em 10 de outubro de 2026. Lamentamos profundamente os transtornos relatados. Nosso compromisso sempre foi e continua sendo oferecer entretenimento de qualidade, com a estrutura e o cuidado que o nosso público merece”, diz o texto.
O jovem foi enterrado nesta terça-feira no Cemitério da Paz, no Morumbi, zona oeste paulistana.
O caso é investigado pelo 2º DP (Bom Retiro).








