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Agressão no Bofetada tem divergência em versões. Entenda!

Estagiário levou garrafada na cabeça e fez B.O. alegando que ouviu insultos homofóbicos; casa trata como violência mútua

Publicado em 27/12/2017

Bofetada Club: bar e clube gay de São Paulo é palco de agressão; caso é controverso

Espaço que virou referência da diversidade no Baixo Augusta, o Bofetada Club viu uma cena de agressão na madrugada do sábado 23.

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O estagiário Hudson Francley, de 28 anos, denunciou, em suas redes sociais, que foi agredido com insultos homofóbicos e fez denúncia à polícia.

Por volta das 3h30, Hudson conta que levou um esbarrão na pista. A pessoa olhou feio, mostrou o dedo para ele e começou a insultá-lo. O estagiário diz que xingou o homem de volta e que na sequência, este partiu para agressão física e quebrou uma garrafa de cerveja em sua cabeça.

"Na hora eu achei que fosse um soco, mas meu primo e pessoas em volta começaram a gritar que estava sangrando", conta. Ele foi levado ao banheiro e depois tentou falar com os seguranças. Hudson afirma que uma bombeira o atendeu e colocou apenas um band-aid no corte e o orientou a procurar um hospital. 

Neste momento, a vítima diz que o agressor passou por ele. "Riu da minha cara e falou que nada ia acontecer com ele porque ele também era gay", disse. Ele conta que bloqueou a saída para que seu primo chamasse a polícia, mas os seguranças o teriam "arrastado à força" para que o agressor saísse.

Ao Guia Gay São Paulo, o gerente da casa, Alan Coutinho, disse que a agressão foi mútua e que o estagiário teria acertado um soco no nariz do homem, que teria saído sangrando - Hudson nega.

Ele diz que Hudson estava bastante "eufórico" e que após a agressão não queria pagar a comanda e que chamaria a polícia. Coutinho explicou que era um direito dele reportar aos policiais, mas que a comanda deveria ser paga.

Hudson alega que foi chamado de termos como "viadinho", "bicha" e "boiola" pelo agressor e que o homem estaria de mãos dadas com uma menina. O Guia Gay São Paulo apurou que o homem seria um policial. Sobre sua orientação sexual, o gerente garante que o homem é gay e que é frequentador assíduo do clube e nunca deu problemas até então.

O caso foi registrado no 78º DP (Jardins) como agressão e injúria, já que homofobia não é crime no País. Hudson, que diz já ter frequentado bastante a casa no passado, lamenta a falta de atenção que teve da casa no episódio. 

O estagiário Hudson Francley que alega ter sido vítima de agressão dentro do Bofetada Club, em São Paulo
O jovem conta que o corte foi fundo, mas não quis levar pontos. Foto cedida por Hudson Francley

 


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