Pequeno Monstro
A Célula de Criação Homograma apresenta, em São Paulo, a nova versão de Pequeno Monstro, solo inspirado no conto homônimo de Caio Fernando Abreu.
Em 2026, ano que marca 30 anos da morte do escritor, a montagem ganha nova dramaturgia, estética e linguagem a partir de um processo de criação entre Ceará, São Paulo e Minas Gerais, reunindo artistas LGBT e referências da cultura Ballroom.
O espetáculo investiga desejo, dissidência, memória e as formas como a sociedade transforma aquilo que foge à norma em "monstruosidade".
A partir do conto original, a dramaturgia de Pedro Silva acompanha a descoberta do desejo de um jovem no interior da instituição familiar e atravessa temas como culpa, erotismo, abandono, memória, sexualidade e reinvenção.
Organizada em um prólogo e nove quadros, a encenação amplia o universo de Caio com referências a autores como Allen Ginsberg, Clarice Lispector, Eurípides, Hilda Hilst, Jean Genet, Mary Nardini Gang e Sófocles, além de textos do próprio Leon Ramos.
"Por mais que essa seja uma história relativamente cotidiana, de um adolescente que encontra um primo e tem uma primeira relação, uma descoberta sexual relativamente comum no universo LGBT, isso também tem um posicionamento político e social. Quando saímos desse ambiente, ainda continuamos sendo vistos como monstros. E as relações sexuais da nossa comunidade ainda são monstruosas”, explica Pedro Silva.
É desse deslocamento que nasce a chamada Teoria Monstro, conceito que atravessa a dramaturgia e aproxima o conto de Caio de outras experiências e pensamentos queer. O espetáculo pergunta quem determina o que é considerado normal, aceitável ou excessivo quando se trata de corpos, afetos e sexualidades dissidentes.
Dramaturgia: Pedro Silva, a partir do conto de Caio Fernando Abreu.
Direção: João Mar e Pedro Silva.
Com Leon Ramos.
Produção executiva: Pedro Silva.
Direção de produção: Ana Luiza Suhr Reghelin.
Preparação corporal e coreografia: Prava de Avalankx.
Cenografia e adereços: Levi Frota e Ícaro Trocoli.
Figurino: Criação Coletiva.
Sonoplastia: Imbas Estúdio Criativo.
Música original: Maia Caos.
Edição de vídeo: Daniel Beoni.
Iluminação: Pedro Silva.
Operação de som e vídeo: Pedro Pilar.
Técnica e operação de luz: Victor Isidoro.
Consultoria em Ballroom: Ezequiel Vieira.
Interpretação de Libras: Ryve Agra.
Design gráfico e lettering: Imbas Estúdio Criativo.
Fotos: Ezequiel Vieira e Jac Ferreira.
Assessoria de imprensa: Nossa Senhora da Pauta.
Parceria: Porto Iracema da Artes, SP Escola Superior de Teatro, Theatro José de Alencar, Associação dos Artistas Amigos da Praça, Instituto Dragão do Mar, Secretaria de Estado da Cultura do Ceará e Secretaria de Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo.
Realização: Ecossistema Criativo Homograma, Fundação Nacional das Artes e Ministério da Cultura.
Duração: 50 minutos.
Classificação: 18 anos.








