O Retrato de Dorian Gray
Em nova temporada, a adaptação da obra de Oscar Wilde fala de um jovem aristocrata que faz um pacto no qual troca a sua alma pela perspectiva de manter intactas suas beleza e juventude.
Eis que então seu retrato passa a envelhecer em seu lugar e também a colecionar as marcas de seus atos questionáveis.
Essa nova versão, com roteiro assinado pelo ator e jornalista Cica Moura, foca nas relações homossexuais entre os personagens, apenas sugeridas no texto original.
"Acho importante que mais de 100 anos depois O Retrato de Dorian Gray possa ser representado como não poderia na época de seu lançamento; um trágico triângulo amoroso entre três homens”, aponta o autor.
"Muitas pessoas ainda acreditam na não-existência de pessoas LGBTQIAP+ no passado, por conta do silenciando e apagamento desse tipo de narrativa. Tiramos os personagens de Oscar Wilde do armário como forma de mostrar que sim, nós sempre existimos e não, não vamos a lugar algum!"
O espetáculo, que chegou aos palcos em 2025 e retorna agora, marcou a estreia de Henrique Caetano Prado nos palcos, no papel do protagonista.
"Para muitas pessoas LGBTQIAP+, principalmente homens gays, O Retrato de Dorian Gray ocupa um lugar como primeiro clássico a tratar do tema da homossexualidade”, aponta o ator de 28 anos.
"Acho que essa historia é mais relevante hoje do que ela já foi nas últimas décadas. A gente vive a era da rede social, do individualismo, do hedonismo, e o Dorian é a versão vitoriana escancarada disso."
Para o diretor Rafael Pucca, a "obra de Oscar Wilde se mantém cada vez mais atual e parece que será atemporal, pois a eterna juventude e beleza idealizada nunca foram tão desejadas, principalmente com a febre das redes sociais, que nos torna ainda mais escravizados à nossa própria imagem reproduzida nas telas”.
Adaptação de texto: Cica Moura.
Direção: Rafael Pucca.
Com Cica Moura, Dayzon Nascimento, Henrique Caetano Prado e Júlia Almeida.
Direção de Movimento: Suellen Margato.
Produção: Suellen Margato, Cica Moura E Titto Gonçalves.
Design de luz: Luís Falcão.
Trilha original: Giovana Cirne e Diego Rodda.
Figurinos (confecção): Uriel Orttiz.
Contrarregragem: Shay Camerini.
Operação de som: Thiago Venturini.
Fotos: Diego Martins, Marcos Batsi e Fabio Almeida.
Realização: Má Companhia de Teatro Paulista.
Duração: 90 minutos.
Classificação: 16 anos.








