Detentos
Depois de Marginal Genet e Tenente Seblon, o diretor Francis Mayer apresenta seu novo espetáculo: Detentos.
Livremente inspirada na obra Barrela, de Plínio Marcos, a história se passa numa cela, onde cinco presos confinados disputam o poder e articulam uma fuga durante uma rebelião anunciada.
Porém, tudo muda quando um jovem de classe média, preso por homicídio, é jogado no mesmo espaço, transformando o ambiente.
O enfoque da peça está na linguagem neorrealista, que não abranda situações, mas procura dar voz aos desfavorecidos. Embora fale de um assunto polêmico e sério, o texto captura momentos divertidos ao mostrar que a perda da liberdade e a restrição a um espaço físico limitado, onde a violência parece ser o único passatempo, não conduzem somente à barbárie.
Em cativeiro, os homens criam novas regras de comportamento com o objetivo de preservar a integridade física de cada um. Eles sofrem ou fazem sofrer, vivem, exploram ou são explorados, alimentam expectativas ou esperanças pelo futuro, têm a consciência ou, às vezes, agem sem pensar. Eles estão condenados à marginalidade. O caminho de volta já não é mais uma escolha possível.
O espetáculo propõe uma abordagem sensível ao tema da violência urbana, bem como as dificuldades de inclusão social e a reabilitação dos confinados. E discute a relação de opressão dentro dos presídios, estabelecendo uma visão crítica para a questão social sobre a polêmica falência do sistema carcerário.
Texto, direção, figurino e trilha sonora: Francis Meyer.
Com Léo San, Cairo Góis, Fernando Perez, Diego Fonseca, Lucas Figueiredo e Patrick Costa.
Cenografia e iluminação: Riiko Coutinho.
Make-up: Fabíola Marques.
Design gráfico: Moisés Ribeiro.
Classificação: 18 anos.
Duração: 70 minutos.








