A Baleia


Espetáculo trata da mesma história que foi aclamada no cinema pelas mãos de Darren Aronofsky e rendeu Oscar de melhor ator em 2023 para Brendan Fraser.

A complexidade emocional do protagonista também se revela em sua trajetória íntima: homossexual, ele viveu um relacionamento amoroso marcado por perdas profundas, que influenciaram diretamente seu estado de saúde e isolamento.

Essa camada da narrativa — tratada com sensibilidade e profundidade pelo texto de Samuel D. Hunter — confere à peça um olhar atento sobre temas como afeto, intolerância religiosa, sexual e acessíveis, ampliando o alcance da montagem e estabelecendo um diálogo potente com o público LGBT.

O projeto foi lançado no Brasil com o ator José de Abreu no papel de Charlie, em parceria com o diretor Luís Artur Nunes, com quem já havia trabalhado em montagens como o monólogo Fala, Zé! e A Mulher Sem Pecado, de Nelson Rodrigues. Depois de iniciar a circulação nacional do espetáculo, José de Abreu se despediu da montagem para cumprir compromissos já assumidos com uma série para o audiovisual; a temporada paulistana marca a chegada de Emílio de Mello ao personagem, dando continuidade ao percurso da peça nos palcos.

A versão teatral brasileira promete trazer ao palco a mesma intensidade dramática que consagrou a história no teatro e no cinema. "Foi um verdadeiro presente receber esse texto", afirma o diretor. “Eu já havia gostado muito do filme, mas me apaixonei pelo texto teatral de Samuel D. Hunter. A dramaturgia é de excelência, construída no modo realista, mas com uma estrutura de grande modernidade. A Baleia não segue uma linha narrativa tradicional — é uma espécie de narrativa em mosaico, cujos fragmentos se articulam num todo surpreendentemente coerente".

Luís Artur ressalta ainda os temas abordados: “A peça nos fala de intolerância religiosa, homofobia, culpa, reconexão e empatia, sempre a partir de personagens humanos, complexos e cheios de contradições. É um material encharcado de emoção, e foi impossível não encarar esse desafio. Felizmente, estive cercado de um elenco extraordinário e de uma equipe artística e técnica da mais alta qualidade”.

Para materializar em cena um personagem de quase 300 quilos, a produção desenvolveu um trabalho de caracterização específico, que inclui prótese facial, figurino com enchimento e recursos de climatização, em criação assinada pelo figurinista Carlos Alberto Nunes e pela visagista Mona Magalhães.

A ambientação de Charlie é construída pela cenógrafa Bia Junqueira, pela iluminação de Maneco Quinderé e pela trilha sonora de Federico Puppi, que ajudam a aproximar o público de um cotidiano marcado por excesso de peso, mas também por excesso de silêncios e não ditos.

O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e tem o patrocínio da CAIXA Residencial, seguradora que oferece soluções de seguros de moradias. Com o propósito de ampliar o acesso à cultura, a CAIXA Residencial tem valorizado a realização de projetos que destacam o impacto social, conectando experiências teatrais a diversos brasileiros, em diferentes regiões do país.

Samuel D. Hunter é um dramaturgo norte-americano conhecido por obras que exploram temas de isolamento, redenção e fragilidade humana, muitas vezes ambientadas em pequenas cidades dos Estados Unidos. A Baleia (The Whale), uma de suas peças mais aclamadas, estreou em 2012 e recebeu elogios pela sensibilidade com que aborda a história de um professor de inglês recluso e com obesidade severa que tenta se reconectar com sua filha adolescente.

Texto: Samuel D. Hunter. Tradução e direção: Luís Artur Nunes. Com Emílio de Mello, Luisa Thiré, Gabriela Freire e Eduardo Speroni. Participação especial: Alice Borges.

Coordenação Artística: Felipe Heráclito Lima. Cenário: Bia Junqueira. Figurino: Carlos Alberto Nunes. Iluminação: Maneco Quinderé. Trilha sonora: Federico Puppi. Visagismo: Mona Magalhaes. Preparação corporal: Jacyan Castilho. Preparação vocal: Jane Celeste. Desenho gráfico: Cadão. Fotografia: Ale Catan. Mídia social: Lab Cultural. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Direção de produção: Alessandra Reis. Coordenação de produção: Wesley Cardozo. Produção executiva: Cristina Leite. Lei de incentivo: Natália Simonete. Produtores associados: Alessandra Reis e Felipe Heráclito Lima. 100 minutos. Classificação: 14 anos (menores de 18 anos só podem entrar junto aos pais ou responsáveis).

  Evento em 24/01/2026Teatro Sabesp Frei Caneca
   R$ 50 a R$ 160 (meia entrada, R$ 25 a R$ 80). Venda on-line.
   23/01 a 01/03
       Sexta e sábado - 20h
       Domingo - 19h
Parceiros:Lisbon Gay Circuit Porto Gay Circuit
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