Os Nós Desafinados Sempre Tocam uma Nova Melodia
O espetáculo Os Nós Desafinados Sempre Tocam uma Nova Melodia investiga os mecanismos da memória e as marcas deixadas por experiências que não encontraram elaboração.
Com dramaturgia poética e fragmentada, o espetáculo conta a história de dois homens que se reencontram à beira de uma ponte depois de um longo silêncio. Entre gravações, lembranças e melodias, João e Felipe atravessam os vestígios de uma relação marcada pelo afeto, pela violência, pela culpa e, sobretudo, por tudo aquilo que nunca conseguiram dizer um ao outro.
A peça, que discute o que resta de uma relação quando ela se torna ruído, estreou no Festival Internacional de Teatro do Atlântico, em Cabo Verde, e circulou por Portugal e Espanha, onde também ganhou uma versão em língua espanhola.
Em Os Nós Desafinados Sempre Tocam uma Nova Melodia há um questionamento constante sobre o que fazer com aquilo que atravessou profundamente. "Quando uma melodia se rompe, é possível simplesmente seguir adiante ou levamos para as relações seguintes os ecos daquilo que nunca conseguimos escutar?", questionam os dramaturgos Lucca Marques e Rafael Salmona, que também estão em cena.
A trajetória da montagem ultrapassou os palcos e chegou também à literatura. A dramaturgia foi publicada em edição bilíngue português-espanhol, pela editora Giostri.
Dramaturgia e atuação: Lucca Marques e Rafael Salmona.
Direção: Áurea Liz.
Concepção de luz: Caio Maciel.
Operação de luz: Caio Maciel.
Cenotecnia: Artur Ribeiro.
Trilha sonora original: Andrei Machado, Fábio Gesteira e Lucca Marques.
Colaboração artística: Irina Buss e Vinícius Ávlis.
Produção: Casa dos Quatro e Coletivo Levante.
Produção local: Ricardo Corrêa.
Duração: 70 minutos.
Classificação indicativa: 14 anos.








