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Olhares de Perfil (O Mito Greta Garbo)


Espetáculo que completa 40 anos em 2027 ganha nova montagem e fala do mito de Hollywood Greta Garbo.

Em 1940, no mesmo período em que é indicada pela segunda vez ao Oscar pela comédia Ninotchka, a atriz Greta Garbo desaparece dos olhos da mídia e dos poderosos da produtora de filmes Metro-Goldwyn-Mayer.

Paralelamente a isso, um ator, vivido por Roberto Cordovani, faz numa casa noturna apresentações como a artista, porém de uma maneira como Hollywood nunca a descreveu ou autorizou fazer.

Durante esse tempo desaparecida, surgem especulações sobre Garbo ser, na verdade, um homem e que estava servindo ao exército durante a Segunda Guerra Mundial. Numa noite, enquanto fazia papéis mais ambíguos da atriz, um fotógrafo freelancer (Custódio Jr) começa a fotografar a apresentação e suspeita que o ator seja a própria Garbo.

Durante o espetáculo, um jogo de imagens e intenções, o fotógrafo e o Crossdresser (Ruben Gabira) amigo do ator e que também suspeita dele ser Garbo, vão entrando, junto ao público, numa temática de possibilidades para tentar descobrir se Greta é ou não esse ator.

"Custódio Jr interpreta Jorge, fotógrafo que vai tentar desvendar o mistério se eu sou a Garbo ou um ator que se passa por ela, ou a imita, fica assim uma coisa nebulosa. Já o Ruben Gabira faz o crossdresser Jane Suset. Acho que aí é um duelo de interpretações, que é um trio, quer dizer, é um duelo eu e o Rubinho, mas é um trio bastante homogêneo. Eu, Ruben Gabira e Custódio Jr", ressalta Roberto sobre os seus parceiros de cena.

Outro ponto importante do espetáculo, que Cordovani faz questão de falar, é ser político que Greta foi. "O que eu guardo dela é a sua masculinidade. É paradoxal, mas ao interpretar Greta Garbo eu aprendi que ser masculino também pode ser feminino, porque na delicadeza ou na fragilidade, às vezes está a força. É paradoxal, né? Então ela, para mim, é um exemplo de masculinidade no corpo de um ser andrógeno. É um espetáculo que fala sobre androginia. O que é mais marcante é essa Garbo homem-mulher, reservada, ativista político de esquerda, que quis realmente fazer muito pela humanidade, em termos de liberdade de expressão, de opção política."

O ator continua: "Ela foi perseguida por ser comunista, por ser homossexual, por ser livre, por ser uma mulher atemporal. Para mim, isso é o que mais me empolga e por isso que é um espetáculo de 'hoje', não tem nada de ficção. Eu digo de hoje porque todo mundo vai se identificar."

Espetáculo estreou em 1987, percorreu todo o Brasil na década de 1990 e excursionou por nove países da Europa.

Texto: Alejandra Guibert e Roberto Cordovani.
Direção: Roberto Cordovani.
Com Roberto Cordovani, Ruben Gabira e Custódio Jr.

Restauração de figurino: Ateliê da Kamy.
Perucas: Thié Atelier de Cabelos.
Trilha sonora e iluminação: Roberto Cordovani.
Supervisão técnica: Salmo Silva.
Fotografia de cena: Marisa Pereirinha.
Vídeos e rede sociais: Jo Kalil.
Assessoria de imprensa: MercadoCom (Ribamar Filho e Victor Santos).
Fotografia: Marisa Pereirinha.
Duração: 80 minutos.
Classificação: 14 anos.

  Evento em 16/05/2026Teatro Paiol Cultural
   R$ 150 (meia-entrada, R$ 75) ou R$ 120 antecipado.
   09/05 a 21/06
       Sábado - 21h
       Domingo - 19h30
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