Nova ministra de DH, Damares crê em combate à homofobia sem escola

Para ela, esse trabalho deve ser feito sem 'agredir identidade biológica das crianças'

Publicado em 06/12/2018
Damares Alves, ministra dos Direitos Humanos, falou sobre direitos gays e LGBT
Damares é crítica ferrenha a projetos de lei que tornam crime a discriminação contra LGBT

Foi anunciado, nesta quinta-feira 6, o nome de Damares Alves para presidir o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

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Advogada, educadora e pastora evangélica, Damares é assessora parlamentar do senador Magno Malta (PR-ES), que não conseguiu ser reeleito, e inimigo das pautas LGBT. 

Sobre esta questão, a futura ministra declarou, hoje: "O movimento LGBT é uma pauta muito delicada, mas a minha relação com eles é muito boa. Eu tenho entendido que é possível termos um governo de paz entre o movimento conservador, os LGBT e os demais grupos. É para isso que a gente se propõe."

Em janeiro de 2015, Damares criticou material escolar supostamente distribuído pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (2014) que mostraria homens fazendo sexo. E ela faz diferenciação entre esse tipo de abordagem e o trabalho contra a discriminação.

"Eu posso fazer nas escolas um grande trabalho de combate ao preconceito sem agredir a identidade biológica das nossas crianças e sem destruir a imagem da família. Mas isso não está acontecendo no Brasil. Aqui está havendo uma verdadeira guerra contra a família", disse a educadora durante palestra, segundo o site Gospel Mais.

Na mesma ocasião, Damares Alves afirmou acreditar que existiria um estímulo à homossexualidade travestido de combate ao preconceito no então governo: "Essa tem sido a tônica dos materiais que estão chegando nas escolas do Brasil. Não é combate a homofobia. Estão desrespeitando a identidade biológica das nossas crianças e usando verbas públicas para destruir essa geração."

O histórico da pastora mostra extensa defesa dela de teorias de dominação da pauta de identidade de gênero e orientação sexual no ensino.

Há três meses, Damares disse que as crianças nas escolas brasileiras estavam aprendendo sobre cerca de 70 identidades de gênero. "As mais estranhas possíveis", afirmou ao Gospel Prime.

Ela criticou, em especial, a definição de pansexualidade. "Pessoa que se relaciona com tudo e com todos", disse. Para a educadora, se pansexuais podem se apaixonar por tudo, isso abriria uma brecha para se ensinar que zoofilia e pedofilia também são identidades de gênero.

Para Damares, o próprio movimento gay estaria questionando a identidade de gênero já que muitos militantes defendem que há componentes genéticos na homossexualidade.

"Se ninguém nasce homem ou mulher, então ninguém nasce gay ou lésbica. Veja a confusão […] a ideologia de gênero então traiu o movimento gay", afirmou. "E agora você escolhe o que quer ser? Logo, o próprio movimento gay começa a questionar essa ideologia de gênero."

Damares posicionou-se contra todas as propostas de lei que tentaram tornar crime a discriminação contra LGBT.


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