'Travesti tem que saber que não é mulher de verdade', diz Rogéria

Artista disse não se importar com as críticas da militância arco-íris e que 'jamais seria um transexual'

Publicado em 19/10/2016
Travesti tem que saber que não é mulher, diz Rogéria
'Tenho o melhor de dois mundos. Jamais seria um transexual', disse a atriz

Na carreira artística desde a década de 1960, Rogéria, aos 73 anos, está lançando a autobiografia Rogéria - Uma Mulher e Mais um Pouco (Estação Brasil). Ao jornal Correio da Tarde, a artista falou sobre suas impressões a respeito da transexualidade.

Curta o Guia Gay São Paulo no Facebook

"Um travesti (sic) precisa de inteligência e talento para saber que não é mulher de verdade. Só tenho duas preocupações com o visual: não parecer prostituta, nem homem vestido de mulher", disse Rogéria. 

Nos anos 1970, quando viveu na Europa e fazia muito sucesso nos palcos, como o da boate Gambrino's, em Barcelona, Espanha, Rogéria diz ter sido pressionada a se submeter à cirurgia de redesignação sexual.

"Eu tenho o melhor de dois mundos (risos) e ainda vou mais rápido ao banheiro, porque o banheiro masculino não tem filas grandes como o das mulheres. Jamais seria um transexual, porque gosto de ser Astolfo [seu nome na certidão de nascimento] e não cortaria meu peru por nada. E depois não existe isso de se criar uma buceta com uma operação - ou se nasce mulher ou não", disse.

A respeito de declarações que por vezes são criticadas pela militância arco-íris, Rogéria se defende: "Nasci homossexual, nunca fiquei em armário, não acredito em opção sexual e sempre me posicionei contra qualquer tipo de hipocrisia. Tem gente de movimento gay que não gosta de algumas coisas que digo, mas para esses eu falo que, antes deles chegarem, já existia Rogéria, meu amor".


© Todos direitos reservados à Guiya Editora. Vedada a reprodução e/ou publicação parcial ou integral do conteúdo de qualquer área do site sem autorização.