Servidor público que assediou sexualmente 3 faxineiros é demitido

Câmara Municipal de São Paulo considerou homem culpado após investigação

Publicado em 10/07/2018

Funcionário da Câmara de São Paulo é demitido após assédio gay

A Câmara Municipal de São Paulo demitiu servidor acusado de assédio sexual contra três homens. 

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Investigação realizada pela Câmara comprovou o assédio do servidor, que ocupava cargo comissionado e trabalhava na Casa há 23 anos.

Ao todo, quatro funcionários da limpeza denunciaram o homem em setembro de 2017 por assédio sexual. 

O agora ex-servidor entrava no banheiro masculino e oferecia dinheiro aos homens em troca de relações sexuais. Das quatro denúncias, três foram comprovadas.

De acordo com o SP2, à época, o acusado pediu exoneração do cargo. Agora, a exoneração foi revogada e ele foi demitido, isso impede que ele seja recontratado e o homem fica impedido de exercer cargos públicos por cinco anos.

Lei criada em 2016 criou este tipo de punição para dois tipos de assédio sexual. Um deles é aquele por chantagem, em que a pessoa usa o cargo para constranger ou prometer benefícios por causa de sua condição de superioridade hierárquica.

O outro é por intimidação, caracterizado por comportamento invasivo com conotação sexual que cria situação ofensiva à dignidade sexual da vítima. O ex-servidor foi enquadrado em ambos os casos.

As vítimas também fizeram denúncia à polícia. A investigação criminal está em andamento.


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